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July 14 Apresentação do meu livro de poesia "Corpo do Poema"(Capa realizada pela extraordinária NãoSouEuéaOutra, fada dos mil talentos) Eis aqui o seu link: www.olhares.com/naosoueueaoutra
Arrancar-se Ao corpo Casulo Cativeiro do Eu Atiçando o ser Que, à força de não ser Rasteja como uma lagarta Pela linha dos tempos mortos Pendurando-se nas virgulas Que travam o impulso da vontade
Há que despertar A coragem da evasão Que dorme raquítica No colo nebuloso dos medos Retorcer os fios de seda que prendem As asas de quem se é no fundo E saltar para o mundo...
Do alto do parapeito da ravina da vida!
(Carmen)
"Corpo do Poema" Foi editado pela Chiado Editora Consultem aqui http://www.chiadoeditora.com Link directo do artigo aqui: http://www.livapolo.pt/index.php?action=artigo_detalhes&artigo_id=73043 June 23 Espargata existencial
Pergunto: Possuo certezas ou são as certezas que me possuem? Será que chegou o momento de aprender a perder pé? Atirar as certezas da vida para trás das costas Aceitar nem sempre encontrar respostas Deixar de viver Só em caminhos traçados Sem desgostos, sem dúvidas, sem surpresas, bem delineados Deixar-me contagiar por um grão de loucura Pendurar-me de pernas para o ar No pedaço de céu que vou conquistar Quando abater os muros, e desabar O tecto desta casa exígua que me sou... Ser a outra; ser vampiro E morder a exclamação, ferrar o suspiro Que os meus olhos vão arrancar à minha boca Quando me virem fazer o pino face ao meu novo infinito E que interessa se estou às avessas Se só assim o mundo reverso Do seu avesso me vê às direitas... Sim, sim... Vou quebrar os limites que viraram teias Fazendo a grande limpeza ao ser por dentro Se quero estar pronta para a Espargata existencial, É melhor começar já a aquecer os músculos do "Eu"!
(Carmen)
June 14 Oeuf
(Photo de DDiArte olhares.com)
Couve, homme Dans ton oeuf L'ultime infarctus du monde!
Sordide, le zygote... Est-il d'humain ou de Bête?
(Carmen)
May 16 Ai de quem puxe as cordas à madrugada!
(Photo de Al Magnus) Noite.
Entro, na noite. Porque na noite, Tu estás.
Caio, na noite... Como quem cai nos teus braços.
Quero-me, na noite. Sim, quero-me, na noite Porque na noite, Tu queres-me contigo.
Amo a noite. Porque amar a noite, É amar amar-te...
Que ninguém me aparte da noite, Se só na noite teu corpo é Uno, com o meu.
Ai de quem puxe as cordas à Madrugada!
(Carmen) May 06 Murs Galactiques
Nous avons la distance, le poids des secrets Les cris du silence, les rais d'obscurité Ancrés dans nos coeurs; Et entre nous... (Nous sommes deux planètes si differentes!) Il y a des murs galactiques qui nous séparent
Je demande:
Des navettes chargées de missiles d'amour Fendront-elles les murs pour que la lumière perce?
(Carmen) March 26 Só o tempo de pincelar
O vazio É um lugar que se situa A cada extremidade da vida...
De onde venho? Do vazio...
Para onde vou? Para o vazio...
E no meio? A vida. No seu minuto fugaz.
Só o tempo de pincelar De uma ponta à outra do horizonte Um arco-íris que nasce intenso Mas que logo desaparece mal apareceu
Curta, curta, curta a vida.
(Carmen) March 18 Tombe...March 03 Possuir-te pela voz
(Foto de Maria Flores galeria olhares.com) Prendo, Com um sopro de vento Palavras soltas À flecha que invento...
Punhado de letras (Que me sai do coração) Viravolteia como um pião No calcanhar do poema...
Aferram-se-me aos dedos (Vou ter que os sacudir) Como um filho se aferra Às saias da mãe na hora de partir...
Esta flecha que vou lançar Aos confins da tua boca É para rasgar o silêncio Do verso que fica em mim...
Vai carregada, De ponta armada Com os pontos cardeais Da tua garganta...
Palavras minhas que vão Furar por dentro o muro do eco
E nem que não queiras, Hão-de dançar-te na boca E possuir-te pela voz!
(Carmen) February 25 Masque quotidien
(Masques de Dismal Art) Vie, Dessine-moi Mon Masque quotidien Vite...
Le brouillon de l'Être ne sait plus se passer au propre!
(Carmen) February 18 Mar
Olho-me Ao espelho Dos teus olhos Que são Mar...
E logo Me faço Barco Cansado de navegar A atracar sereno No cais dentro de ti..
Lanço a âncora e amarro-me bem!
(Carmen) February 10 Au creux de tes haines
Mes rêves Avec la peur au ventre Avalent Leurs ailes en dedans Et font de moi L'oiseau craintif Au creux De tes haines!
(Carmen) February 07 O fruto
Esvurmar A ferida Até que arrebente O pus Ao sentimento Dissecar A leiva que o mal lavra Esponjar bem A superfície do sofrimento Torcer O pano do sentir Que se despolpa e se deliqua Em lava feita de carne viva Do ventre aberto Onde a dor Se retorce Desassisada Nas tripas do amor Como um bicho Petulante A comer Sôfrego O fruto maduro Que me cai Do coração!
(Carmen)
February 01 Tu "pleut" en moi...
Tu "Pleut" en moi
En haut, au centre En bas
Tu fustiges avec furie Le toit De ce que je suis Qui se fend
Et, même sans demander la permission, tu pénètres en moi...
Et, goutte à goutte Je m'inonde de toi...
Pourquoi? Pourquoi?
(Carmen) January 08 O SuspiroDecember 27 Bom Ano Novo/Bonne Année
Que o fogo de artificio que invade o céu, invada também o coração da gente! BOM ANO 2009! Que le feu d'artifice qu'envahit le ciel, envahisse aussi le coeur des gens! BONNE ANNÉE 2009! December 20 Feliz Natal Joyeux Noël
Querido Pai Natal, Neste Natal, quero: 1. Um lugar que se chama Casa 2. Que todas as cadeiras à volta da minha mesa Encontrem ocupante 3. Um pensamento para os que não estão E para matar o arrepio da emoção Uma lareira no coração 4. Abraços apertados, apertados e demorados 5. Sorrisos no canto da boca; com ou sem baba, de preferência sem Mas se decides com, manda-me pelo menos, alguns babeiros 6. Fogo de artifício nos olhos dos meus filhos 7. Chorar de tanto rir; Rir se me apetecer chorar 8. Sapatinho cheio de mais sabedoria, a do ano passado não chegou 9. Calma e humildade, desta vez, por favor, reforça bem a dose Não sei quais são os ingredientes que tu metes nesta vacina Mas deixa-me dizer-te que não tem funcionado lá muito bem 10. Paz, Saúde, Amor e Trabalho Em ordem alfabética, ou não 11. Ser grande com sonhos de criança 12. Amar; Ser amada... E é tudo, Pai Natal, Não vás tu achar-me pedinchona E riscares-me da tua lista! Obrigado e Feliz Natal a ti também
December 10 Je dormirai...
Je me réveillerai... Quand le soleil de ton amour M'éblouira le coeur Avec des baisers de lumière... Jusque là, Je dormirai!
(Carmen) December 01 O rosto do OutunoDesfia Cronos, entre dedos O circulo da vida
Entrelinhas De homens que se crêem Deuses A engolir beberagens de um tempo Que já se foi; prometendo que fica
Ó Deus cruel... Que tanto mastigas minutos meus Para prolongar o teu reino
Vomita Cronos, vomita Os dias que me comeste como se fossem filhos
E que a tua boca expele Em forma de folhas mortas Que o teu ventre repele
Sucumbiste Aos raios de Zeus Como qualquer Deus menor feito de carne De joelhos, lambeste As promessas de eterno Que, felinas, te venceram
Mas que, Exaustas pelo ardor da batalha, Sobre o rosto do Outuno caíram...
E lá se acamaram até ao renascer da Primavera!
(Carmen) November 28 Vol insolite...
Et à chaque fois Que la nuit tombe Mon âme s'en va, faite colombe Tracer avec mon corps Un vol insolite Qui creuse dans l'obscurité Un passage Pour l'au delà de moi Où tu es...
(Carmen) November 20 Centauros de papel
Guardo com argúcia Na manga do meu ventre Um trunfo de poesia
Um amar-te ainda mais Fluctuando no mastro Do sentir ao infinito
Um sopro de vento Suave e atento Que te traz no bico
A saudade traduzida Na ponte suspendida que vê o presente Levar o passado a sonhar futuro
O mundo; porque é o que tu és Guardado no bolso sem fundo Das galáxias da alma
Centauros de papel Para invadir o espaço; a pele Do verso em branco lauto de ti!
(Carmen) |
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